Primeiros socorros para diabéticos

Os diabéticos sofre de uma doença crônica não transmissível causada pela falta ou incapacidade do hormônio insulina de realizar sua função adequadamente. Ela pode ser classificada em tipo 1 e tipo 2, e um paciente diabético pode ter ocasiões de hiper ou hipoglicemia.

Entender os sintomas da glicose alta ou baixa e saber identificar qual o paciente apresenta é essencial para realizar um primeiro socorro adequado. Veja neste artigo quais os primeiros socorros para pacientes com diabetes.

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Glicose baixa ou alta: sintomas

As emergências diabéticas envolvem um aumento ou queda brusca de insulina, que caso não for controlado imediatamente, pode trazer riscos de vida ao paciente. Níveis muito elevados de insulina no sangue reduzem a glicemia significativamente, um fenômeno chamado de hipoglicemia. Já a hiperglicemia se dá pelo nível excessivamente baixo de insulina no sangue, o que causa um aumento da concentração de glicose.

Veja a seguir os sintomas e efeitos da glicose baixa ou alta:

Hiperglicemia: ocorre quando o pâncreas é incapaz de produzir a quantidade adequada de insulina, ou seja, entra nas células apenas uma pequena quantidade de glicose. Logo, ela acumula no sangue e traz problemas à saúde.

A glicose alta, ou hiperglicemia, pode causar os seguintes sintomas:

● Sede excessiva;
● Vontade de urinar excessiva;
● Fome excessiva;
● Emagrecimento repentino sem causa aparente;
● Muito cansaço e fadiga;
● Visão turva;
● Pele ressecada;
● Dificuldade na cicatrização;
● Dor de cabeça frequente;
● Tontura frequente;
● Náuseas e vômitos frequentes.

Hipoglicemia: quando ocorre uma rápida absorção da glicose, principalmente para aqueles que aplicam insulina, a quantidade no sangue diminui muito, podendo causar mal-estar e maiores complicações.

Os sinais e sintomas da hipoglicemia são:

● Confusão mental;
● Tremores;
● Tontura;
● Fome excessiva;
● Palidez;
● Concentração ruim;
● Dor de cabeça;
● Piora da coordenação motora;
● Desmaio;
● Coma.

Quais os limites adequados da glicemia?

A quantidade de glicose no sangue do indivíduo em jejum é o que irá indicar o estado do organismo (em mg/dL). Veja a seguir os valores de referência:

Acima de 120 – Diabetes

De 100 a 120 – Pré-diabetes

De 70 a 100 – Normal

De 31 a 70 – Hipoglicemia leve

Menos de 30 – Hipoglicemia grave

Classificação da diabetes

Após entender que a diabetes é uma síndrome metabólica de origem multifatorial consequente da pouca ou falta presença de insulina ou na sua incapacidade de exercer seu papel corretamente, é necessário conhecer os dois possíveis tipos de diabetes e diferenciá-lo.

1. Diabetes tipo I: o pâncreas é incapaz de produzir insulina suficiente devido a algum problema no sistema imunológico do paciente. Isso faz com que os anticorpos começam a atacar as células que produzem a insulina. O diabetes tipo I é mais incomum, acometendo cerca de 5 a 10% dos pacientes com diabetes. Geralmente é diagnosticada já na infância e para controle do caso, é preciso administrar injeções de insulina diariamente.

2. Diabetes tipo II: a diabetes tipo II ocorre de maneira diferente, havendo uma combinação de dois fatores. Nesse cenário, há uma diminuição na secreção insulina associado a um defeito na sua ação, chamado de resistência à insulina. O diabetes tipo II acomete, na maioria das vezes, pacientes na adolescência e na fase adulta e pode ser tratado com medicamentos orais ou injetáveis. Esse tipo da doença corresponde a cerca de 90% dos casos de pacientes com diabetes.

Quais as causas da diabetes?

A diabetes tem causas de múltiplos fatores, no caso da diabetes tipo I, há maior predisposição genética envolvida, mas de modo geral, a doença se desenvolve por maus hábitos alimentares e estilo de vida inadequado.

Veja algumas das causas da diabetes:

● Excesso de peso;
● Idade superior a 40 anos;
● Pressão alta;
● Predisposição genética;
● Sedentarismo;
● Excesso de peso em recém-nascido;
● Apneia do sono.

Primeiros socorros para diabetes: hiperglicemia

Realizar os primeiros socorros de forma adequada é essencial para melhora do quadro e evitar complicações de saúde no paciente. O paciente se encontra em estado hiperglicêmico quando o glicosímetro aponta um valor superior a 180 mg/dL em jejum ou superior a 250 mg/dL após a refeição.

Em uma emergência diabética de hiperglicemia, caso a pessoa esteja consciente, faça as seguintes perguntas:

● Quando foi a última vez que você se alimentou?

● Você praticou mais exercício físico do que estava acostumado recentemente?

● Quando aplicou uma dose de insulina pela última vez?

● Fez uso de algum tipo de medicamento hoje?

● Fez uso de algum medicamento novo?

● Tem um glicosímetro com você? (Caso sim, solicite que ela verifique a glicemia).

Como medidas de primeiros socorros, siga os seguintes procedimentos:

1. Procure por uma dose de insulina, ideal para casos de emergência;
2. Injete a dose de insulina de emergência em alguma região como ao redor do umbigo ou na parte superior do braço. Pegue e segure a região a ser aplicada com os dedos (simulando uma prega) até injetar todo o líquido.
3. É preciso que os índices voltem ao normal em uma faixa de 15 minutos. Caso isso não aconteça, acione o serviço de emergência imediatamente e aguarde a sua chegada.
4. Caso a vítima desmaie, coloque-a em posição lateral com cuidado e espere a ajuda médica qualificada e especializada.

Lembrando que pacientes de diabetes tipo 1 costumam ter seringas de insulina, mas, caso não tenha no momento do ocorrido, é preciso que a dose seja aplicada por um profissional da saúde. Por isso, chame o serviço de ambulância ou leve o paciente ao hospital imediatamente. Ao aplicar a dose de insulina, preste atenção aos efeitos e reações causados no paciente nas próximas horas, uma vez que pode causar hipoglicemia, posteriormente.

Primeiros socorros para diabetes: hipoglicemia

O quadro de hipoglicemia é considerado para aqueles com a glicose abaixo de 70mg/dL. Além disso, o quadro exibe sintomas característicos como tremores, palidez e desmaios. Os primeiros socorros para pacientes com hipoglicemia são:

1. Ofereça ao paciente algo doce, como mel ou jujubas. O ideal é que ela ingira cerca de 15 a 20 gramas de carboidrato simples ou açúcar;
2. Após a ingestão, aguarde a melhora da glicemia pelos próximos 15 minutos;
3. Se o valor da glicose permanecer abaixo de 70mg/dL, dê o açúcar novamente e aguarde;
4. Se não houver melhora do quadro, chame um serviço de ambulância imediatamente.
5. No caso de pacientes inconscientes, deite-o na posição lateral de segurança enquanto aguarda pela ajuda médica.

Em situações de hipoglicemia não é indicado aplicar dose de insulina, uma vez que causará a piora do quadro. Por isso, a importância de saber identificar qual o tipo de emergência diabética se trata.

Para ajudá-lo na administração do doce em casos de hipoglicemia, veja alguns exemplos de 15 gramas de açúcar simples:

● Gel ou comprimidos de glicose
● 1 colher de sopa de açúcar de cana ou mel
● 2 colheres de sopa de passas
● Doces duros, chiclete com açúcar ou jujubas (consulte a embalagem)
● 1/2 xícara refrigerante normal
Outros tipos de diabetes
● Pré-diabetes

A pré-diabetes é caracterizada pela presença de alteração dos níveis de glicose no sangue. Entretanto, essa alteração não é considerada suficiente para ser diagnosticada de diabetes tipo 1 ou 2. Paciente com obesidade e hipertensos costumam apresentar esse quadro, que deve ser tratado e revertido para não haver progressão da doença e se tornar, de fato, uma diabetes. Um acompanhamento com um profissional da saúde é fundamental para reversão do quadro.

Diabetes gestacional

A diabetes gestacional, como o nome sugere, ocorre durante a gravidez. Devido às alterações no organismo, a mulher pode apresentar taxas maiores de glicose no sangue, por isso, a necessidade de realizar exames de maneira periódica. Esse tipo de diabetes afeta cerca de 2 a 4% das gestantes no Brasil e traz riscos para futuras doenças a si mesma e ao feto, como nascimento prematuro e pré-eclâmpsia.

O tratamento da diabetes gestacional é feito através de uma alimentação balanceada e adequada associada a prática de exercícios físicos e remédios para controle da doença.

Possíveis complicações da diabetes

A falta de um tratamento ideal que controle a doença e estabeleça a normalidade nos níveis de insulina pode levar o paciente a algumas complicações, como:

● Neuropatia Diabética
● Problemas arteriais e amputações
● Complicações oculares, como catarata e glaucoma
● Problemas nos rins
● Pele sensível e de difícil cicatrização
● Ansiedade
● Depressão
● Pé diabético

Como prevenir a diabetes

A melhor maneira de prevenir a diabetes e as suas possíveis complicações é manter um bom estilo de vida e realizar escolhas de alimentação saudável, como:

● Priorizar frutas, legumes e verduras na alimentação.
● Diminuir o consumo de sal, açúcar e gorduras.
● Parar de fumar.
● Incluir atividade física na rotina (no mínimo 30 minutos todos os dias).
● Manter o peso sob controle e IMC na faixa de normalidade.

5 passos para um bom controle glicêmico:

1. Estabelecer, junto ao médico, um objetivo glicêmico.
2. Verificar a glicemia de maneira correta e periodicamente (em jejum, antes e/ou após as refeições).
3. Identificar padrões de glicose no sangue.
4. Sempre que identificar qualquer sintoma, monitore a glicemia.
5. Saber agir em caso de hipoglicemia e hiperglicemia para reverter o quadro.

Agora que você está familiarizado com os sintomas da glicose alta e baixa, os diferentes tipos de diabetes, os primeiros socorros e como preveni-los, não deixe de compartilhar essas informações com aqueles que você ama.

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