Sinais vitais: saiba como identificar

Os sinais vitais são as medidas básicas essenciais para garantir o bom funcionamento do corpo. É através da avaliação desses sinais que é possível identificar o estado de saúde do paciente de forma rápida e eficiente.

Pensando nisso, a Brasil Emergências Médicas vai explicar tudo sobre os sinais vitais e como identificá-los neste artigo, para assim, garantir os primeiros socorros em qualquer lugar. Confira!

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Qual a saturação normal do idosos?

O nível de saturação de um adulto normal é acima de 96%. Com o passar da idade, esse valor pode diminuir e, por isso, em idosos uma saturação de 92% é considerada aceitável. Valores abaixo de 90% já podem indicar a presença de alguma doença e precisa de acompanhamento médico.

Principalmente em tempos de COVID-19, a medição da oxigenação tem se tornado cada vez mais utilizada. A oximetria é o exame que permite mensurar a oxigenação, ou seja, a saturação de oxigênio no sangue. Ela pode ser realizada pelo oxímetro de dedo, o mais simples e encontrado em farmácias, ou gasometria arterial.

O que significa se a saturação do idoso está baixa?

A saturação baixa significa que a pessoa está em hipóxia, ou seja, com baixa concentração de oxigênio no organismo, e por isso, precisa de atendimento médico de emergência, com tratamento imediato para evitar danos aos órgãos vitais.

Quais doenças podem causar baixa saturação?

Algumas doenças são mais propícias a levarem a diminuição do oxigênio no sangue, como por exemplo:
● DPOC;
● Enfisema;
● Fibrose Pulmonar;
● Pneumonia;
Covid-19.

Quais os sintomas de baixa saturação no idoso?

Alguns sintomas da saturação baixa em idosos incluem:
● Dificuldade de respiração;
● Baixa disposição;
● Confusão mental;
● Sensação de falta de ar crônica.

Como aumentar a oxigenação do idoso?

O mais indicado para melhorar a oxigenação em idosos é a oxigenoterapia, um tratamento em que é oferecido oxigênio extra ao idoso com o objetivo de melhorar o quadro. No caso de pacientes mais críticos, é utilizado o cilindro de oxigênio medicinal.

Quais são os principais sinais vitais e como avaliar?

A avaliação dos sinais vitais, ou SSVV, é uma análise padrão e qualquer caso para verificar o estado de saúde do paciente. As principais são medição de temperatura corporal, pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, saturação do oxigênio e dor.

Funções vitais
O cérebro e o coração possibilitam o funcionamento de todas as funções do corpo, sendo vitais para que o ser humano permaneça vivo e saudável. Nossas funções vitais são controladas pelo Sistema Nervoso Central (SNC), que é formado por células especializadas organizadas para desempenhar suas devidas funções.

O sangue arterial (rico em oxigênio e nutrientes) e o venoso (rico em gás carbônico e catabólicos) são fundamentais para manter o funcionamento ideal do corpo e a vida, e, vários órgãos são os responsáveis por manter o sangue com essas características:

● Os rins são responsáveis por manter o equilíbrio hidroeletrolítico do corpo e também por eliminar substâncias tóxicas.
● O aparelho digestivo leva para o sangue substratos orgânicos, agentes metabólicos e vitaminas.
● O fígado também ajuda na excreção de substâncias tóxicas, sintetizando e modificando a composição do sangue.
● O pulmão é o responsável por fornecer oxigênio e remover os gases resultantes da respiração.
● O coração bombeia o sangue pelo corpo possibilitando sua chegada a todos os órgãos.

Caso haja alguma alteração no funcionamento dos órgãos e falte oxigênio ao SNC, ocorrem alterações nas funções vitais.

Sinais vitais

Por isso, a medição dos sinais vitais auxilia no diagnóstico inicial e acompanhamento do quadro clínico, contribuindo na tomada de decisão e tratamento a ser feito. Eles são indícios que auxiliam na percepção do estado de saúde de uma pessoa.

Vejamos, então, mais detalhes sobre cada um deles:

1. Temperatura

A temperatura resulta do equilíbrio térmico obtido pela perda e ganho de calor do corpo, podendo variar em condições normais entre 35,9 a 37,2° C. Ela indica a presença de atividade metabólica e pode variar de acordo com diversos fatores como:
● Temperatura do ambiente
● Digestão
● Exercícios
● Hormônios desregulados
● Temperatura do banho, etc.

A variação extrema de temperatura, como febre alta e de longa duração, pode trazer consequências irreversíveis ao corpo, assim como a temperatura muito baixa pode indicar estado de choque e depressão circulatória.

Febre

A temperatura corporal acima do normal é chamada de febre. Por ocorrer ser uma consequência de diversas doenças que atingem a regulação térmica do corpo, ela deve ser entendida como um sinal do organismo. Como dito anteriormente, a febre muito alta e prolongada traz consequências graves e irreversíveis e, por isso, deve ser controlada.

Veja alguns sintomas de pessoas que apresentam febre:

● Perda de apetite
● Temperatura acima de 40° C
● Mal estar
● Calafrios
● Sudorese
● Respiração rápida
● Hiperemia da pele
● Pulso rápido
● Dor de cabeça

A melhor forma de medir a temperatura é através de um termômetro e os limites de temperaturas que o corpo pode começar a apresentar danos irreversíveis são menos que 21ºC e maior que 42ºC.

Como aferir a temperatura:

● Higienizar as mãos antes e após o procedimento;
● Selecionar a via e os aparatos corretos;
● Avaliar fatores que possam interferir na determinação da T
(ambiente, atividade prévia do paciente, …);
● Explicar o procedimento ao paciente;
● Posicionar o paciente em posição confortável e adequada;
● Limpar o termômetro com álcool (haste para bulbo) antes e
após a realização do procedimento;
● Comparar o valor obtido com a temperatura basal e com a
variação de T apresentada pelo paciente;
● Registrar corretamente o procedimento.

2. Pressão arterial

A pressão arterial, nada mais é, do que a pressão exercida pelo sangue sobre as paredes de uma artéria. Idealmente, a pressão arterial deve ser medida com os aparelhos indicados para esse fim e deve ser realizada com o paciente quieto e sem ter realizado atividades físicas, entretanto, em situações de urgência e emergência podem ser medidas fora dessas condições.

Os valores considerados de pressão são:

Pressão sistólica (ou máxima): 140x90mmHg;

Pressão diastólica (ou mínima): 90x60mmHg.

3. Frequência Cardíaca

A frequência cardíaca pode ser obtida através do pulso. Alterações no fluxo sanguíneo alteram a frequência cardíaca, podendo aumentá-la ou, em casos de desmaios por exemplo, diminuí-la.

O procedimento para sentir o pulso e analisar a frequência cardíaca é o seguinte:

● Procurar acomodar o braço do acidentado em posição relaxada.
● Usar o dedo indicador, médio e anular sobre a artéria escolhida para sentir o pulso, fazendo uma leve.
● Não usar o polegar para não correr o risco de sentir suas próprias pulsações.
● Contar no relógio as pulsações num período de 60 segundos. Neste período deve-se procurar observar a regularidade, a tensão, o volume e a frequência do pulso.
● Existem no corpo vários locais onde é possível sentir a pulsação, como na lateral do pescoço.

É importante verificar os batimentos durante um minuto ou por 30 segundos (nesse caso, multiplique por 2 o resultado). Um adulto saudável e em condições normais tem entre 70 e 80 batimentos cardíacos por minuto. A partir dessas informações, você consegue avaliar inicialmente o estado de saúde do indivíduo.

De 0 a 2 anos – entre 120 e 140 bpm;
Entre 8 e 17 anos – entre 80 e 100 bpm;
Adulto sedentário – entre 70 e 80 bpm;
Adultos praticantes de atividades físicas e idosos – entre 50 a 60 bpm.

4. Frequência respiratória

A identificação da condição respiratória também é uma conduta básica em primeiros socorros. Isso porque inúmeras doenças, acidentes e doenças clínicas podem alterar a frequência respiratória, indicando algum problema.

A frequência respiratória é dada a partir do número de vezes que o ciclo de inspirar e expirar é realizado em um minuto. A média para um homem adulto é de 14 a 20 ciclos respiratórios, já para as mulheres, entre 16 e 22 ciclos. Em uma criança nos seus primeiros meses de vida, o número de ciclos esperados é entre 35 e 40.

Mulher: – 16 a 22 mpm;
Homem: – 14 a 20 mpm;
Escolar: – 20 a 25 mpm;
Lactantes: – 30 a 40 mpm.

Fatores que podem influenciar na frequência respiratória:

● Exercício físico
● Dor
● Ansiedade
● Tabagismo
● Posição corporal
● Medicações
● Lesão neurológica
● Alteração nos níveis da Hemoglobina

4. Dor

A dor pode ser entendida como o quinto sinal vital, por isso, o seu controle e alívio também é responsabilidade do profissional da saúde. A avaliação da dor e sua intensidade é fundamental para intervenção médica, acompanhamento da evolução e ajustes necessários. Portanto, a dor deve ser vista não só como um sintoma, mas também, como um sinal alarde.

● Dor: medida em escala entre suportável e insuportável.

O que altera os sinais vitais?

Como visto anteriormente, é preciso estar atento aos fatores que podem alterar os sinais vitais, visto que podem acabar causando efeitos não desejados ao organismo.

De maneira geral, veja alguns fatores que podem interferir nos sinais vitais:

● Uso de medicamentos;
● Idade;
● Estresse;
● Fator hormonal;
● Banhos;
● Estado de choque;
● Temperatura ambiental;
● Alimentação pesada;
● Dor;
● Ansiedade;
● Traumas;
● Sono e repouso;
● Exercícios físicos.

Conseguiu entender melhor sobre a saturação normal do idoso, os sinais vitais e a importância de mantê-los dentro dos valores de referência? Caso tenha alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato conosco e compartilhe essas informações valiosas com as outras pessoas!

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