Sinais Vitais Normais [GUIA COMPLETO 100%]

Essenciais para avaliação do quadro clínico do paciente, a análise e medida dos sinais vitais são imprescindíveis para possíveis diagnósticos e tratamento. Eles funcionam como indicadores do desempenho das funções básicas do organismo e responsáveis pela manutenção da vida.

Conhecer quais são e quais os parâmetros dos sinais vitais normais é importante para prestar o auxílio necessário em casos de emergências e necessidade de primeiros socorros. Por isso, a Brasil Emergências Médicas irá explicar tudo sobre os sinais vitais neste artigo!

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Qual a importância de saber quais os sinais vitais normais?

Conhecer e saber os indicadores dos sinais vitais normais é fundamental para identificar se o corpo está desempenhando suas funções básicas de forma adequada. Esses sinais são definidos e monitorados para determinar padrões e tendências corporais, além de permitir verificar se há possíveis adversidades fisiológicas e identificar se há melhoras ao tratamento aplicado ao paciente.

Quais são os sinais vitais?

Veja a seguir os principais sinais vitais e a como identifica-los:

1. Temperatura

A temperatura do corpo é o resultado do equilíbrio térmico atingido pela perda e ganho de calor do corpo, podendo variar em condições normais entre 35,9 a 37,2° C. Ela indica a presença de atividade metabólica e pode variar de acordo com diversos fatores como:
● Temperatura do ambiente
● Digestão
● Exercícios
● Hormônios desregulados
● Temperatura do banho, etc.
Mudanças extremas de temperatura, como a febre alta e de longa duração, pode acarretar consequências irreversíveis ao corpo, da mesma forma que a temperatura muito baixa pode indicar estado de choque e depressão circulatória.
● Febre
A temperatura corporal que fuja dos padrões normais, estando acima de 37,5 ou 38 é chamada de febre. Esse aumento de temperatura pode ocorrer devido a diversas doenças que acometem o corpo e comprometem sua regulação térmica. Assim, a febre deve ser vital como um sinal de alerta do organismo. Como foi exposto acima, a febre muito alta e prolongada causa consequências graves ao organismo e funcionamento do metabolismo, e deve ser controlada.

Veja alguns sintomas de pessoas que apresentam febre:

● Perda de apetite
● Temperatura acima de 40° C
● Mal estar
● Calafrios
● Sudorese
● Respiração rápida
● Hiperemia da pele
● Pulso rápido
● Dor de cabeça

A maneira mais indicada de medir a temperatura é utilizando um termômetro. Os parâmetros normais de temperatura do corpo se encontram na faixa de 35 ºC a 38 ºC e valores menores que 21ºC e maior que 42ºC podem apresentar danos irreversíveis.

2. Pressão arterial

A pressão arterial é caracterizada pela pressão que o sangue efetua sobre as paredes das artérias. Para realizar a sua medição, o mais ideal é eu seja feito com os aparelhos indicados para esse objetivo. Ela deve ser feita com o paciente quieto, além disso, é importante que ele não tenha realizado nenhum tipo de atividade física, salvo as situações de urgência e emergência.

Os valores normais da pressão são:
Pressão sistólica (ou máxima): 140x90mmHg;
Pressão diastólica (ou mínima): 90x60mmHg.

A hipertensão arterial está diretamente relacionada com o aumento do risco de ataque cardíaco, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. Neste cenário de hipertensão, aumenta-se a resistência das artérias contra o fluxo sanguíneo, o que faz com que o coração bombeie com mais força para o sangue circular.

Em crianças de até 1 ano de idade, a pressão arterial normal pode alcançar 100/80 mmHg; aos 11 anos é considerado normal valores de 110/75 mmHg e em adolescentes os valores são considerados próximos da pressão arterial adulta.

3. Frequência Cardíaca

O pulso é dos locais indicados para que seja aferida a frequência cardíaca do indivíduo. As alterações que ocorrem no fluxo sanguíneo refletem na alteração cardíaca, podendo aumentá-la ou diminuí-la, como no caso de desmaios.

O procedimento para sentir o pulso e analisar a frequência cardíaca é feito da seguinte forma:

● Acomode o braço do paciente em uma posição relaxada.
● Com o dedo indicador, médio e anular posicione sobre a artéria escolhida para que possa sentir o pulso.
● Não use o polegar para não correr o risco de sentir suas próprias pulsações.
● Conte no relógio as pulsações realizadas durante um período de 60 segundos. Neste período procure identificar a regularidade, a tensão, o volume e a frequência do pulso.
● Além do pulso, é possível sentir a pulsação em diferentes locais do corpo, como por exemplo, a lateral do pescoço.

A verificação dos batimentos deve ser feita por cerca de um minuto (ou 30 segundos, multiplicando por dois o valor encontrado). O valor esperado para um adulto saudável e em condições normais deve estar dentro da faixa de 70 e 80 batimentos cardíacos por minuto. A partir dessas informações, você consegue avaliar inicialmente o estado de saúde do indivíduo.

De 0 a 2 anos – entre 120 e 140 bpm;
Entre 8 e 17 anos – entre 80 e 100 bpm;
Adulto sedentário – entre 70 e 80 bpm;
Adultos praticantes de atividades físicas e idosos – entre 50 a 60 bpm.

4. Frequência respiratória

Entre as condutas básicas de primeiros socorros, identificar a condição respiratória é uma delas. A sua frequência pode ser alterada por diversas doenças e acidentes que causam complicações no sistema respiratório, sendo uma importante sinalização.

A frequência respiratória é obtida a partir da contagem do ciclo de inspirar e expirar que é realizada em um minuto. A média encontrada em um homem adulto é de 14 a 20 ciclos respiratórios, já para as mulheres, entre 16 e 22 ciclos. Em uma criança nos seus primeiros meses de vida, o número de ciclos esperados é entre 35 e 40.

Mulheres: 16 a 22 mpm;
Homens: 14 a 20 mpm;
Escolar: 20 a 25 mpm;
Lactantes: 30 a 40 mpm.

Existem alguns fatores capazes de influenciar na frequência respiratória, como a prática de exercícios físicos intensos, o hábito de fumar, dores em geral, a posição corporal, pessoas que sofrem de ansiedade, algumas lesões neurológicas, medicamentos e alteração nos níveis de hemoglobina.

5. Dor

A dor é tida como o quinto sinal vital e também deve ser levado em consideração ao avaliar uma paciente, sendo essa uma responsabilidade do profissional de saúde ao realizar o atendimento. A sua avaliação da dor e sua intensidade é essencial para que seja possível realizar intervenção médica necessária para o caso, além do acompanhamento da evolução e ajustes que possam ser precisos para a melhora do paciente. Portanto, além de um sintoma, a dor deve ser vista como um sinal alarde.

● Dor: deve ser medida em escala entre suportável e insuportável.

Monitoramento dos sinais vitais: COVID-19

Com o surgimento do Coronavírus, algumas atitudes de cuidado e prevenção se tornaram necessárias para evitar a piora do quadro. Uma delas é monitorar os sinais vitais dos pacientes, identificando de maneira precoce possíveis alterações e avanço da doença.

Além dos sinais vitais já citados anteriormente, como temperatura, frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial e dor, outra importante análise é a saturação de oxigênio. Considerado, junto aos outros, um dos parâmetros mais importantes da avaliação médica, uma baixa saturação de oxigênio indica problemas de saúde potencialmente graves, como asma, DPOC, enfisema, embolia, insuficiência cardíaca e complicações da Covid-19.

Para pessoas saudáveis e sem histórico de doenças associadas, o valor normal de oxigênio esperado é acima de 95% e acima de 98% na maior parte do tempo. Em pessoas com Covid-19, é esperado que a saturação se mantenha entre 90-95%. Caso ela encontre inferior a esse valor, é importante o acompanhamento médico especializado ou chamar uma ambulância.

● Como medir a saturação de oxigênio?

A saturação é medida através do exame chamado oximetria. Ele pode ser feito de duas maneiras:
1. Oxímetro de dedo
2. Gasometria arterial

● O que fazer se a saturação de oxigênio estiver baixa?

Algumas medidas simples podem ajudar a elevar os níveis de oxigênio no sangue, como:
1. Tossir um pouco, dessa forma é possível mobilizar as secreções e facilitar a oxigenação;
2. Sentar em vez de deitar, na tentativa de diminuir a pressão sobre os pulmões;
3. Respirar fundo e lentamente, para aumentar a quantidade de ar que chega nos pulmões;
4. Permanecer em locais arejados, para garantir maior quantidade de oxigênio;
5. Evitar locais muito quentes ou muito frios, isso porque eles podem dificultar a respiração.

Vale lembrar que caso a saturação esteja muito baixa, entre 85 – 90%, a recomendação é ir ao hospital mais próximo e buscar uma avaliação médica para diagnóstico e acompanhamento mais detalhado ou ligar para ambulância particular.

O que pode alterar os sinais vitais?

Estar atento às alterações dos sinais vitais e tentar estabilizá-los é fundamental para garantir o bom funcionamento do organismo e preservar a saúde do paciente. Alterações intensas e prolongadas podem causar sequelas graves e irreversíveis, ou até mesmo, a morte.

Contar profissionais qualificados e atendimentos de emergência rápidos e eficientes, como a Brasil Emergências Médicas, pode ser capaz de salvar uma vida, uma vez que nessas situações cada minuto conta.

De maneira geral, as alterações dos sinais vitais normais podem ocorrer devido fatores como:
● Uso de medicamentos;
● Idade;
● Estresse;
● Fator hormonal;
● Banhos;
● Estado de choque;
● Temperatura ambiental;
● Alimentação pesada;
● Dor;
● Ansiedade;
● Traumas;
● Sono e repouso;
● Exercícios físicos.

Espero que você tenha conseguido identificar a importância de manter os sinais vitais normais e como identificá-los. Informações simples como essas podem ajudar muitas pessoas a preservarem sua saúde, portanto, compartilhe com amigos e familiares. Caso tenha alguma dúvida sobre o assunto, entre em contato conosco agora mesmo!

Você também pode contratar a Brasil Emergências Médicas através do número do WhatsApp (41) 99909-2580 ou e-mail disponível no site. Estamos prontos para atendê-los!

 

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