Queimação no estômago depois de beber: quais os efeitos do álcool?

queimação no estomago

Curitiba, 4 de março de 2022, escrito por Gilson Rodrigues. Queimação no estômago: No Brasil, o consumo de bebida alcoólica é algo que divide opiniões. Assim como há aqueles que apoiam o consumo moderado, há aqueles que afirmam se tratar de uma substância que apenas causa grandes impactos negativos na vida de quem bebe.

Mas, a verdade, é que a bebida é uma faca de dois gumes. Assim como ele é capaz de trazer alguns benefícios, ela também traz alguns aspectos nem tão positivos assim. Inclusive, não é raro ver pessoas que têm algumas reações adversas após consumirem álcool.

A queimação no estômago depois de beber, por exemplo, é um dos sintomas mais comuns entre as pessoas que fazem uso regular dessa substância. Trata-se de algo um tanto quanto comum, é verdade, mas não deixa de ser incômodo.

Ademais, a queimação no estômago depois de beber não é a única coisa que a bebida causa. Na verdade, há diversos outros sintomas que o abuso dessa substância é capaz de oferecer àqueles que fazem uso.

A reclamação mais comum com certeza diz respeito à ressaca. Trata-se de um efeito comum do dia seguinte a uma noite de bebedeira. Quando o indivíduo se encontra nessas condições, ele passa a sentir inúmeros sintomas, os quais são bem incômodos.

Mas, de todos eles, com certeza a mais comum é a queimação no estômago depois de beber. Mas você sabe como fazer para eliminar esse problema? Ou, ainda melhor, será que existe alguma forma de evitar a ressaca, e os seus respectivos sintomas?

Essas são dúvidas bem comuns e pertinentes ao assunto. Então, se você quer obter mais clareza acerca dessas questões, é só continuar nos próximos parágrafos. Sem mais delongas, vamos ao que importa!

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Por que o álcool faz queimação no estômago?

Se você tem o costume de ingerir essas substâncias, com certeza sabe que é comum sentir queimação no estômago após beber cerveja, por exemplo, ou qualquer outro tipo de bebida. Mas você saberia dizer os motivos de isso acontecer? Como o álcool age no organismo?

O álcool etílico é uma substância depressora do Sistema Nervoso Central (SNC). Então, ainda que seja capaz de oferecer efeitos estimulantes ou euforizantes, se tomado em doses altas, é capaz de deixar o indivíduo inconsciente, por exemplo.

Fora isso, o álcool age como um anestésico geral e, inclusive, a dose que leva à insensibilidade é bem próxima da dose letal. Então, ainda que grande parte da sociedade aceite o seu uso e tenha um peso diferente quando comparado às drogas, o álcool também pode ser letal.

E isso acontece porque a absorção do etanol se dá pelo estômago, (20% de absorção) e o intestino delgado (80% de absorção). Fora isso, a concentração máxima no sangue é atingida entre 30 e 90 minutos.

Isso quer dizer que há uma rápida distribuição para os tecidos e líquidos corporais, o que inclui o cérebro. Inclusive, atravessa a placenta, o qual é capaz de atingir o feto. Então, além da queimação no estômago  depois de beber, há vários outros problemas.

Fora isso, o álcool é metabolizado, em especial, no fígado, através da enzima ADH. Por isso, origina o acetaldeído, que conduz à produção final de água e gás carbônico. Ou seja, a verdade é que o álcool é muito prejudicial para a saúde do ser humano.

Quais são os efeitos do álcool?

Além da queimação no estômago depois de beber, o álcool é capaz de oferecer diversos outros sintomas àquele que bebe, o qual pode ser bem prejudicial. De início, a pessoa tende a se sentir mais eufórica e menos tímida.

No entanto, esses são apenas alguns dos sintomas superficiais da bebida. À medida que o consumo aumenta, os efeitos tendem a ser proporcionais. Mas, em relação aos efeitos imediatos do álcool, podemos citar:

  • Fala arrastada;
  • Sonolência;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Azia;
  • Dificuldade em respirar;
  • Visão e audição alteradas;
  • Raciocínio lento;
  • Falta de atenção;
  • Perda de reflexo;
  • Falta de capacidade de discernir a realidade;
  • Falhas na memória;
  • Alteração na percepção e coordenação motora;
  • Coma alcóolico.

Esses são apenas alguns dos efeitos imediatos após o consumo do álcool. No entanto, à medida que o tempo passa, e o indivíduo continue fazendo uso dessa substância, os efeitos podem ser ainda mais graves.

Inclusive, durante a gestação, o consumo de álcool pode causar uma síndrome fetal alcoólica. Ou seja, é quando ocorre alguma alteração genética, a qual pode proporcionar deformação física e retardo mental no feto.

Quais são os efeitos a longo prazo do álcool?

Os efeitos que citamos acima são os mais comuns após a ingestão da bebida. No entanto, quando o indivíduo tem o costume de beber de forma regular, ele pode ficar mais suscetível a sofrer de outros efeitos do álcool.

Os efeitos a longo prazo tendem a ser ainda mais sérios. Ademais, o consumo regular é de mais 60g por dia, o que equivale a cerca de 4 taças de vinho ou 6 chopes, por exemplo. Quando isso acontece, pode favorecer algumas doenças. Dentre elas, podemos citar:

Hipertensão

O consumo regular de bebidas alcoólicas pode favorecer a hipertensão. Afinal de contas, há o aumento, em especial, da pressão sistólica. Fora isso, o abuso do álcool é capaz de diminuir os efeitos de remédios como anti-hipertensivos.

Por conta disso, o problema pode se tornar ainda mais grave. E isso acontece porque tende a favorecer os riscos de doenças cardiovasculares, como o infarto.

Arritmia cardíaca

Como o excesso de álcool é capaz de afetar a forma como o coração funciona, o indivíduo se torna mais suscetível à arritmia. Fora isso, o álcool pode favorecer a fibrilação atrial, flutter atrial e extra-sístoles ventriculares.

Inclusive, ainda que a pessoa não faça uso frequente de bebida alcoólica, mas chegue a abusar em uma festa, por exemplo, ela também se torna suscetível a fibrose e inflamação.

Aumento do colesterol

Quando o indivíduo consome mais de 60g de álcool por dia, isso tende a estimular o aumento de VLDL. Por conta disso, não se recomenda fazer exame de sangue, a fim de avaliar as dislipidemias após o consumo da bebida.

Além do mais, o consumo do álcool aumenta a aterosclerose, além de reduzir os níveis de HDL. Em vista disso, contribui para o aumento de colesterol.

Cardiomiopatia

Esse é um problema ainda mais comum em pessoas que consomem álcool acima de 110g por dia, durante 5 a 10 anos. Inclusive, esse é um problema ainda mais comum em pessoas jovens, entre os 30 e 35 anos de idade.

No entanto, no caso das mulheres, elas podem se tornar suscetíveis a esse problema com a ingestão diária de doses menores. Isso acontece porque o álcool aumenta a resistência vascular, o que diminui o índice cardíaco.

Qual é a quantidade segura de consumo de álcool?

Esse é um assunto que ainda causa uma certa polêmica. Afinal de contas, há aqueles que defendem a tese de que a bebida, caso consumida em dose segura, é capaz de surtir efeitos positivos ao organismo, em especial a longo prazo.

No entanto, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, não existe qualquer evidência científica de que há um consumo seguro de álcool. E isso acontece porque as substâncias presentes no álcool são tóxicas.

Sendo assim, independente do quanto a pessoa consuma, isso vai gerar problemas para o corpo humano, além de agredir o sistema nervoso central.

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