Convulsão: o que é, causas e como agir

A convulsão pode ser desencadeada por diferentes processos e que precisa ser diagnosticada e tratada para preservar a vida do paciente. Apesar de fazer parte da vida de muitas pessoas, muitas ainda não sabem lidar com esse tipo de situação ou como agir.

Pensando nisso, separamos neste artigo tudo o que você precisa saber sobre convulsão, quais as causa, os tipos de convulsão e o que fazer em um momento como esse. A Brasil Emergências Médicas vai ajudar você! Em nosso site você também encontra mais informações sobre como chamar uma ambulância.

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Quais os diferentes tipos de convulsão?

Quando a atividade cerebral é periodicamente alterada, ocasionando em uma contratura involuntário em alguma parte ou em todo corpo devido a descarga desordenada de impulsos elétricos do cérebro, dá se o nome de convulsão.

É possível classificar as convulsões em dois tipos, sendo eles:

1. Convulsão focal: apenas um hemisfério do cérebro é atingido, perdendo ou não a consciência e sofrendo alterações motoras.

2. Convulsão generalizada: acomete os dois lados do cérebro e na maioria das vezes ocorre a perda de consciência.

Além disso, elas também podem ser classificadas com o tipo de sintoma e a duração do episódio convulsivo. Que são:

● Focal simples: nesse tipo de convulsão a pessoas não perde consciência e é capaz de experimentar alterações das sensações, cheiros e sabores.

● Focal complexa: a pessoa é acometida por tontura e confusão mental, não conseguindo responder algumas perguntas.

● Atônica: nesse tipo de convulsão a pessoa perde a consciência e o tônus muscular. Pode durar segundos e acontecer diversas vezes ao dia.

● Tônico-clônica generalizada: tipo mais comum e característico pela rigidez muscular e contração muscular involuntária. Ocorre também salivação em excesso e emissão de sons. A duração é, geralmente, de 1 a 3 minutos.

● Ausência: mais frequente em crianças, a ausência é caracterizada pela perda do contato com a realidade e o mundo externo, ficando por alguns segundos com o olhar vago e fixo, voltando ao normal logo em seguida.

Saber quais os tipos de convulsão e como agir em cada um deles é fundamental para poder oferecer o suporte necessário à vítima no momento da crise e garantir os primeiros socorros adequados.

Quais as causas da convulsão?

De modo geral, as convulsões não apresentam causas determináveis, podendo ser desencadeadas por algumas situações como:

● Meningite
O desequilíbrio neuronal causado pela meningite pode desencadear episódios de convulsão, reconhecida pelo contorcimento dos membros superiores e inferiores.

● Febre muito alta
Apesar de menos comum, é possível que febre muito alta desencadeie um episódio de convulsão. Isso porque algumas atividades cerebrais se desregulam com o aumento da temperatura.

● Câncer
A convulsão pode ser uma das complicações cerebrais do câncer. Isso porque a presença de tumores no cérebro pode afetar o seu funcionamento. É possível diminuir a frequência das convulsões com medicamentos e em alguns casos cirurgia para retirada do tumor.

Outras possíveis causas de convulsões:

● Epilepsia

● Desidratação

● Hemorragias

● Falta de açúcar no sangue

● Abstinência de drogas e álcool

● Intoxicações por produtos químicos

● Uso de alguns tipos de medicamentos

● Traumatismo cranioencefálico

● Falta de oxigenação no cérebro

O mais indicado é ir ao hospital e realizar uma consulta médica para tratamento adequado a cada caso. Além disso, a partir da convulsão pode-se fazer o diagnóstico de outras doenças, que se tratadas corretamente eliminam esse sintoma.

Fatores de risco da convulsão

Pessoas previamente epiléticas possuem maiores chances de sofrerem crises convulsivas. Algumas situações podem aumentar as chances de ocorrência desses episódios, como:

● Privação de sono

● Luz estroboscópica (pulsante)

● Luz de videogame, televisão e celular

● Estresse

● Período menstrual

● Alteração hormonal

Álcool

Sinais e sintomas da convulsão

No início da convulsão, é normal a pessoa sentir sensações incomuns que funcionam como sinais do que irá ocorrer. Esses sinais podem incluir:
● Frio na barriga

● Cheiros estranhos

● Zumbido nos ouvidos

● Tontura

● Náusea

● Sensação de ansiedade

Já os sintomas da convulsão podem variar de acordo com o tipo e gravidade do caso. Veja alguns deles:

● Perda de consciência

● Contração involuntária e violenta de todo o corpo

● Palidez

● Lábios azulados

● Dentes travados

● Salivação abundante

● Eliminação involuntária de fezes e urina em alguns casos

● Um sabor intensamente agradável ou desagradável se a zona do telencéfalo chamada ínsula for afetada

● Alucinações visuais (ver imagens não formadas) caso o lobo occipital seja afetado

● Incapacidade de falar se a zona que controla a fala (localizada no lóbulo frontal) for afetada

Geralmente, as convulsões têm duração curta, de 1 a 3 minutos, acometendo qualquer idade e sexo.

Possíveis complicações da convulsão

Uma das principais complicações possíveis da convulsão é cair e bater a cabeça, causando lesões mais graves. Além disso, episódios convulsivos de longa duração podem ocasionar em morte cerebral ou sequelas cognitivas.

Além disso, as medicações usadas no tratamento podem gerar alguns efeitos colaterais, como alterações da memória.

Tratamento da convulsão

É importante identificar as causas da convulsão para, então, realizar o tratamento ideal e eliminar ou diminuir a frequência dos episódios. De forma geral, os tratamentos realizados para convulsão são:

● Eliminação da possível causa

● Medidas gerais de acordo com cada caso, como por exemplo, reduzir ou eliminar o consumo de bebidas alcoólicas, não fazer uso de drogas recreativas e não realizar atividades em que a perda de consciência possa resultar em graves consequências, como tomar banho em banheira ou escalar.

● Medicamentos para o controle convulsivo

● Em algumas ocasiões, cirurgia ou outros procedimentos se os medicamentos forem ineficazes

Como agir quando alguém está sofrendo uma convulsão?

Identificar os sinais e saber como agir quando alguém está sofrendo uma convulsão é fundamental. Muitas vezes, ao se assustarem com a situação, as pessoas ficam receosas de auxiliar a vítima, apesar de ser muito importante para evitar lesões e garantir o suporte necessário. Apesar de simples, é necessário reconhecer o que se deve ou não deve fazer nesses momentos.

Veja algumas recomendações do que fazer:

1. Mantenha-se calmo e acalme as pessoas ao seu redor;

2. Evite que a pessoa caia bruscamente ao chão;

3. Acomode o indivíduo em local sem objetos dos quais ela pode se debater e se machucar;

4. Utilize material macio para acomodar a cabeça do indivíduo, como por exemplo; um travesseiro, casaco dobrado ou outro material disponível que seja macio;

5. Posicione o indivíduo de lado de forma que o excesso de saliva ou vômito (pode ocorrer em alguns casos) escorram para fora da boca;

6. Afrouxe um pouco as roupas para que a pessoa respire melhor;

7. Permaneça ao lado da vítima até que ela recupere a consciência;

8. Ao término da convulsão a pessoa poderá se sentir cansada e confusa, explique o que ocorreu e ofereça auxílio para chamar um familiar. Observe a duração da crise convulsiva, caso seja superior a 5 minutos sem sinais de melhora, peça ajuda médica.

O que não fazer durante uma crise convulsiva?

1. Não impeça os movimentos da vítima, apenas se certifique de que nada ao seu redor irá machucá-la;

2. Nunca coloque a mão dentro da boca da vítima, as contrações musculares durante a crise convulsiva são muito fortes e inconscientemente a pessoa poderá mordê-lo;

3. Não jogue água no rosto da vítima;

4. Não medicá-la;

5. Não oferecer nada para a pessoa em crise cheirar.

Como parar a convulsão?

A partir dos sintomas mais comuns, é possível que o médico faça um diagnóstico correto e indique o tratamento específico que pode diminuir ou eliminar a ocorrência das convulsões. Quanto às pessoas que estejam presentes no momento da convulsão, o ideal é seguir as recomendações citadas acima e esperar que a pessoa volte ao estado normal. A atenção dos socorristas e quando necessário, encaminhamento ao hospital, também é importante para proteger a vida do paciente e garantir o suporte básico à vida. Por isso, caso necessário, chame uma ambulância para realizar o atendimento de emergência médica.

Conte com a Brasil Emergências Médicas

Entender quais os tipos de convulsão, como agir e o que não se deve fazer é fundamental para preservar as condições vitais do indivíduo em crise convulsiva enquanto os socorristas não chegam ao local.

A Brasil Emergências Médicas é uma empresa especializada no serviço de ambulância em Curitiba. Localizada na cidade de Curitiba, mais precisamente na região metropolitana de Curitiba – São José dos Pinhais. Porém atendemos todo o Brasil.

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