Exame RT-PCR: preço, o que é, como é feito e quando fazer?

Com certeza você já deve ter ouvido falar do teste RT PCR, afinal de contas, devido ao COVID, ele se tornou muito mais conhecido. No entanto, não é porque ele é popular que isso quer dizer que as pessoas saibam tudo a respeito dele.

Por exemplo, você sabe, de fato, o que é RT PCR ou como ele é feito? Essas são dúvidas comuns e até bem simples de serem respondidas. No entanto, é de grande importância que todas as pessoas saibam mais desse assunto, até porque a informação é a base para qualquer coisa.

Nos dias de hoje, não se pode ficar à mercê apenas do que as pessoas falam. Afinal de contas, há inúmeras informações falsas que são difundidas em todos os lugares. E a melhor forma de evitar esse problema é justamente se manter à par de tudo o que acontece.

O exame RT PCR ainda é alvo de alguns questionamentos, em especial por parte daquelas pessoas que não são da área da saúde, o que é bastante comum. No entanto, se você vai ter que fazer esse teste, é de grande importância que todas as suas dúvidas tenham resposta.

E isso serve até mesmo para fazer com que você se sinta mais confortável e confiante ao fazer o RT PCR exame. Afinal de contas, de certa forma, esse teste é essencial para que o médico tenha um diagnóstico mais preciso para, então, oferecer o tratamento mais adequado.

Então, se você quer saber como é feito o exame RT PCR, onde fazer RT PCR, exame RT PCR valor ou até quanto custa o exame RT PCR, é só continuar a leitura, onde iremos esclarecer todas as suas dúvidas. Sem mais delongas, vamos ao que importa!

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RT-PCR o que significa?

Antes de qualquer coisa, é interessante explicar o que significa RT PCR. É uma questão bem simples, no entanto, ela serve como fio condutor para que você possa entender esse assunto com um pouco mais de clareza. Afinal de contas, se tratando de saúde, todos os pontos devem ficar claros.

Esse é um termo do qual as pessoas passaram a ter mais conhecimento há pouco tempo, devido a pandemia do coronavírus. No entanto, o RT PCR teste já é feito a um bom tempo. Mas, em suma, a sigla PCR quer dizer “Reação em Cadeia de Polimerase”.

No entanto, fica óbvio que seria inviável chamar o exame dessa forma, e foi por isso que abreviaram para “PCR”. E esse é um dos testes mais usados para saber se o paciente contraiu não só o COVID, mas outras doenças. 

Agora, em relação a sigla “RT”, ela faz menção à “Reação da Transcriptase”. Ou seja, com essa breve explicação, torna-se possível saber que, para se obter um diagnóstico preciso, são necessárias duas reações. Então, agora que você já entende RT PCR o que significa, podemos passar para o próximo tópico.

RT PCR o que é?

Certo, você já sabe o que quer dizer a sigla, mas, e agora, o que é RT-PCR? Apesar de parecer complicado, ele é bem simples. Em suma, trata-se de um método laboratorial, onde se usa a enzima transcriptase reversa para transformar o RNA do vírus em DNA complementar, ou cDNA, como é chamado.

Mas o que isso quer dizer, de fato? Quer dizer que o exame de RT PCR tem por função medir a quantidade de um RNA específico. No entanto, isso só é possível quando se monitora a reação de amplificação, que é feita através da fluorescência.

Para tal, utiliza-se uma outra técnica de nome semelhante: PCR quantitativo em tempo real, também chamado de qPCR. No entanto, é possível juntar os dois testes para criar uma análise de expressão gênica. Contudo, ele é mais comum em contextos clínicos.

O exame PCR RT, de início, foi feito para analisar a expressão genética e, apesar de ainda ser usado com esse intuito, nos dias de hoje, ele possui outra abordagem. Aplica-se esse método em diversas outras áreas de pesquisa e diagnóstico, como detecção de vírus diversos, que hoje é mais comum.

No entanto, alguns estudiosos estão avaliando usar esse método para análise de perfil genético de tumores, por exemplo, o que é um grande avanço. Então, como você pôde ver, o teste de RT PCR, mesmo que hoje seja mais comum para o COVID, há outras aplicações.

É fato que as pessoas passaram a ter conhecimento a respeito do teste PCR RT por conta da pandemia que se alastrou devido ao vírus da COVID. Mas, o seu uso pode se estender para outras áreas de grande importância.

Quando surgiu os exames RT PCR?

O PCR RT, diferente do que algumas pessoas possam pensar, não surgiu há dois anos, com a necessidade de descobrir se as pessoas estavam infectadas pelo coronavírus. Na verdade, o seu início remete ao ano de 1970.

Na época, publicaram dois artigos, de forma independente. Esse artigo tinha como intuito mostrar, por meio de experimentos, que o vírus de tumor de RNA possuía uma enzima, a qual era capaz de sintetizar DNA a partir do RNA viral como molde.

No entanto, foi apenas em 1972 que isolaram a enzima transcriptase reversa pela primeira vez. Então, a partir dela, a utilizam para sintetizar DNA a partir de RNAm em um tubo de ensaio. É claro que esse foi um grande avanço, mas ainda tinha muita coisa pela frente.

Tanto que foi apenas nos anos 80 que a técnica de reação em cadeia da polimerase foi criada. No entanto, ainda foi preciso uma equipe de cientistas para aperfeiçoar a técnica. Então, criou-se a PCR em 1983, a qual passou a ser de conhecimento da comunidade científica em 1985.

Desde então, ocorreram muitos debates sobre a PCR, os quais foram de grande importância. Afinal de contas, foi a partir das discussões que houve a revolução na ciência, o que abriu portas para que se pudesse entender os genes.

Quando o RT PCR passou a ser usado?

Você entendeu um pouco de quando se criou o teste, mas em relação a coleta RT PCR nos pacientes, quando passou a ser uma realidade? Foi preciso algumas discussões na ala científica para que ele pudesse ser usado em larga escala.

E isso serve até mesmo para saber se o RT PCR é confiável, por exemplo. Por isso, foi apenas em 1989 que as pessoas passaram a ter acesso a esse novo tipo de exame, mas isso não quer dizer que as tentativas de melhorar o teste diminuíram, mas muito pelo contrário.

Um ano depois, em 1990, desenvolveu-se um kit para PCR forense, que se usa até os dias de hoje para identificar o DNA humano, muito útil para evidências pelo judiciário, por exemplo. Fora isso, em 1992, foi feito o primeiro teste diagnóstico para HIV embasado em PCR.

Essa inovação tornou possível detectar vírus como o HCV e o HIV, mas, até aquele momento, os exames demoravam um tempo para dar o resultado. Por fim, lançou-se em 2003 o primeiro equipamento de PCR em tempo real.

Dessa forma, contribuiu para a amplificação e detecção de material genético de interesse. Fora isso, o crescimento do RT-qPCR, que é a tecnologia mais avançada de RT-PCR, permitiu que a técnica se tornasse importante para detectar e comparar RNA, uma vez que não precisa de um processamento pós-PCR.

Ou seja, os avanços fornecem uma visão dos dados quantitativos e qualitativos, o que permite que uma ampla faixa de abundância de RNA se meça. Por esse motivo, utiliza-se o RT PCR test em várias aplicações, desde experimentos simples até para detectar agentes infecciosos, como o Sars-CoV-2.

Onde o RT PCR pode ser usado?

Como você já notou, o RT PCR teste rápido é uma técnica que pode ser usada para outros fins, e não apenas para detectar se a pessoa contraiu o coronavírus. Sendo assim, para saber mais sobre esse assunto, pode ser interessante saber quais são as suas demais aplicações.

O RT PCR foi um teste que agilizou muitos processos, afinal de contas, ele é bem mais rápido que os métodos anteriores. Na grande maioria das vezes, utiliza-se o teste para averiguar a expressão genética, já que analisa o RNA responsável pela síntese de proteínas.

Ou seja, se há alguma proteína específica presente, significa dizer que o gene está expresso e originando mRNA para a proteína. E, nos dias de hoje, há técnicas que permitem que todo o RNA dentro de cada célula seja contemplado.

Em suma, isso quer dizer que a técnica de RT PCR corresponde a reação de transcrição reversa, por intermédio de um segmento de RNA por PCR. Nele, há um número muito baixo de moléculas de RNA para se detectar.

Então, usa-se o RT PCR teste rápido para diagnosticar doenças genéticas e na determinação de moléculas de RNA específicas dentro de um tecido ou célula. Por isso, esse teste pode ser útil para as seguintes situações.

Detecção de translocações cromossômicas

Através do RT PCR, se torna possível diagnosticar as translocações do cromossomo de uma maneira bem eficaz. A exemplo, pode-se citar a Leucemia Mielóide Crônica (LMC). Essa doença se caracteriza pela translocação T (9:22), que é um pedaço do gene c-ABL, no cromossomo 9.

Então, ele se associa ao gene BCR, no cromossomo 22. Então, através do PCR, torna-se possível detectar essa translocação e, por conta da sua alta sensibilidade, ele é útil para identificar quais células malignas podem resistir à quimioterapia. 

Ou seja, isso quer dizer que o RT PCR ajuda pessoas que estão com leucemia a se curarem mais rápido ou averiguar se há muitas células que podem resistir ao tratamento.

Aplicações odontológicas

Por mais que pareça ser algo distante, o exame RT PCR pode sim voltar para a área odontológica. Afinal de contas, a prática permite que se estude o comportamento de agentes patogênicos, os quais podem acometer, também, alguma doença odontológica.

No entanto, nesse caso, usa-se a técnica do RT PCR salivar. Ou seja, a saliva é a principal amostra coletada e do qual se irá analisar. Afinal de contas, na saliva pode-se encontrar proteínas ativas, DNA ou mesmo a presença de vários microorganismos que se ligam com a doença oral.

A exemplo, podemos citar a cárie mutagênica. Quando se usa a técnica RT PCR saliva, pode-se identificar o streptococcus mutans, assim como a facilidade de o indivíduo ter a doença. Ou seja, pode servir como uma forma de prevenir.

Para essa técnica, é preciso usar sondas mais específicas para a sequência genética, a qual deve ser observada nas reações enzimáticas em cadeia. É algo muito mais ágil e fácil, ideal para todos os pacientes.

Doenças periodontais

De novo, o RT PCR auxilia nas questões odontológicas. E isso acontece porque, nesse caso, o mecanismo é bem semelhante ao da cárie, mas com pequenas coisas mais específicas. O RT PCR serve para estimar se o indivíduo tem algum tipo de doença periodontal.

Mas, caso não tenha, é possível traçar qual é a facilidade de ter, o que também serve para prevenir. Para tal, é preciso isolar o RNA que provém das células e tecido da cavidade bucal, como a amostra salivar ou da placa dentária, por exemplo.

Em seguida, faz-se a síntese de cDNA, onde se amplifica o produto que se forma. O intuito é sempre identificar a expressão do material genético de alguns agentes etiológicos virais, como:

  • HCMV;
  • EBV-1;
  • EBV-2;
  • HSV;
  • HPV e;
  • HIV.

E isso só é possível porque, quando um desses vírus se prolifera, ele tende a causar lesões periodontais, as quais podem ser tratadas de forma precoce, se assim for identificado com antecedência. 

Fora isso, o excesso de citocina e quimiocina pode indicar resposta imunológica da cavidade oral. Então, nesse caso, o RT PCR torna possível confirmar e identificar qual é o vírus causador. Dessa forma, o paciente pode ter um tratamento mais adequado, além de identificar novas manifestações clínicas.

Detectar câncer

Nos dias de hoje, são vários os cientistas que estudam o uso de técnicas de RT PCR para detectar células tumorais. E isso acontece porque esse exame tem um sistema de detecção sensível, as quais servem para células tumorais de mama, por exemplo.

Fora isso, na detecção de câncer, o exame serve para testar amostras de sangue periférico e de medula óssea. Todas as células cancerosas produzem mRNA exclusivos, de acordo com cada tipo de câncer, e por isso que esse teste pode ser útil.

No entanto, antes de qualquer coisa, é preciso saber quais são os transcritos de mRNA. Feito isso, é preciso analisar os níveis de expressão com RT-qPCR. O que pode acontecer é usar o RT PCR no sangue periférico de pacientes que têm câncer de mama, por exemplo, que estão se tratando.

Nesse caso, o paciente pode passar a fazer o perfilamento gênico tumoral e de marcadores de doença residual mínima. Ou seja, isso quer dizer que há o intuito de melhorar o prognóstico e monitorar a terapia.

RT PCR Covid

rt-pcr

Como o COVID é uma doença viral, o RT PCR pode ajudar a identificar e confirmar se, de fato, o indivíduo está contaminado. Essa é uma das utilizações mais recentes e que contribuiu para que as pessoas pudessem ter o tratamento adequado.

Então, como você pôde notar, mesmo que essa técnica tenha sido inventada há muito tempo atrás, ela é relevante até os dias de hoje. É claro que teve algumas adaptações para que o teste seja o que é hoje. Contudo, é inegável afirmar o quão vantajoso esse teste é.

Gripe H3N2

A gripe H3N2 é a doença que tem roubado alguns holofotes, uma vez que vários estados já estão com certa preocupação de acontecer um novo surto. No entanto, trata-se de uma gripe já bem conhecida, já que ela remete ao século passado.

No entanto, o exame RT PCR serve para identificar e confirmar se o paciente, de fato, está infectado pela influenza, uma vez que também é uma doença viral. Inclusive, esse teste também é de grande importância para que os pacientes tenham o tratamento adequado.

Etapas do teste RT PCR

Devido ao fato de ser um dos principais exames para o COVID, o número de pesquisas por RT PCR cresceu de uma forma drástica, o que é bom. Afinal de contas, o paciente não deve ficar à mercê apenas daquilo que o profissional fala.

É claro que médicos, enfermeiros etc. são referências no assunto e são capazes de lhe passar as informações corretas. No entanto, para ter a certeza da eficácia, por exemplo, é interessante que se explique todo o procedimento ao paciente.

Ao fazer isso, além do fato de o indivíduo se sentir mais confiante, ele acaba com todas as suas dúvidas. Sendo assim, é interessante saber quais são as etapas, que é uma das formas de saber RT PCR como é feito.

Em suma, pode-se dividir o exame RT PCR em duas etapas, mas isso vai variar de acordo com o tempo que se tem disponível e do tipo de exame requisitado. Mas, caso seja etapa única, a transcriptase reversa e a DNA polimerase são pré-misturadas em um único tubo.

Ao fazer isso, permite que a etapa de RT e PCR sejam feitas na mesma sessão, o que resulta em muito mais do que apenas ganho de tempo. Toda a reação da síntese do cDNA até a amplificação do CPR vai acontecer no mesmo ambiente.

Isso quer dizer que esse método é feito para minimizar a variação experimental, onde todas as reações ocorrem no mesmo local. Ademais, o RT PCR de uma etapa é a mais adequada para aplicações que exigem rapidez e alto rendimento.

Qual é a melhor versão do teste?

Não existe, de fato, uma versão melhor que outra. Na verdade, indica-se uma técnica para cada procedimento. No entanto, ambos possuem características exclusivas, que são vantagens e desvantagens. Por isso, na tabela abaixo, iremos mostrar as vantagens e desvantagens do RT PCR em uma etapa.

Vantagens Desvantagens
Alto rendimento e rápido; Menor precisão;
Menos risco de se contaminar; Menos sensível devido a junção de duas etapas em uma;
Reduz a variação experimental, pois é feito em um único tubo. Detecta uma menor quantidade de genes.

Vantagens e desvantagens do RT PCR de uma única etapa. 

Essas são as vantagens e principais desvantagens acerca da versão de uma única etapa. Na tabela abaixo, iremos falar sobre a técnica que usa duas etapas. Confira.

Vantagens Desvantagens
Detecta vários genes na mesma amostra de RNA Mais risco de contaminar o material, uma vez que há mais manuseio de vários tubos.
Tem maior quantidade de primers de RT Exige mais tempo para o resultado.
Armazena cDNA para uso futuro, caso seja necessário
Maior flexibilidade na preparação
Permite o uso de múltiplos PCRs de uma única amostra de RNA/RT sem multiplexação.

Vantagens e desvantagens do RT PCR de duas etapas. 

Como você pôde perceber, ambas possuem os seus benefícios e desvantagens. Por esse motivo, não há como afirmar que uma é melhor que a outra, uma vez que cada uma é indicada para um processo mais específico.

Variações do método PCR

Outra coisa do qual você precisa saber sobre o RT PCR rápido diz respeito às suas variações, uma vez que pode se usar tanto a forma qualitativa quanto a quantitativa. E, assim como no tópico anterior, cada um desses tipos possui as suas características.

Método PCR qualitativo

No caso do PCR qualitativo, faz-se a medição da amplificação por meio da eletroforese em gel. Ou seja, essa técnica consiste na submissão do material genético a uma diferença de potencial. Dessa forma, acaba por promover a movimentação do conteúdo sobre o gel.

De forma simultânea, adiciona-se um corante à solução, de caráter fluorescente que quando entra em contato com as fitas de DNA, garantem uma alteração de coloração nas estruturas de DNA que tem sensibilidade ao corante.

Contudo, essa não é uma técnica muito eficiente, uma vez que as mediações dos níveis de RNA virais que se convertem em DNA ocorre apenas ao final do processo de amplificação. Ou seja, ela gera erros na mensuração ou apenas não reconhece o material viral.

Método PCR quantitativo

Esse método também é conhecido por “RT PCR em tempo real“, ou qPCR. Nesse método, o PCR é submetido ao mesmo equipamento, o termociclador. Ou seja, o conteúdo genético entra em contato com variações de temperatura, que se chama “ciclos”.

Quando se faz isso, ocorrem alterações nas moléculas. No entanto, o qPCR possibilita a medição das moléculas amplificadas ao final de cada ciclo, por intermédio da fluorescência. Esse processo faz com que a fita de DNA complementar se exponha.

Ou seja, no primeiro momento, há uma etapa de desnaturação da molécula, que é sujeita a uma temperatura de 95°C, para que a dupla fita se abra e possibilite a atuação da enzima DNA polimerase. Feito isso, provoca-se o resfriamento do conteúdo, para que se adicione os primers, que é a sequência inicial de DNA.

Esse processo de adicionar os primers se chama anelamento, e é nele que ocorre a ativação da enzima DNA polimerase, uma vez que promove o alongamento da nova fita de DNA. Ou seja, agora você já entende um pouco mais sobre como é feito o RT PCR.

RT PCR como funciona

Agora que você já entende mais sobre esse assunto, é bem possível que queira saber como é feito o teste RT PCR. No entanto, como você pôde notar, utiliza-se esse método para conseguir diagnóstico de diferentes doenças, não apenas do COVID.

Sendo assim, para saber como é o exame RT PCR, é preciso levar em consideração qual a finalidade do teste. No entanto, ele segue alguns “padrões”, os quais é interessante que você saiba. O procedimento característico do RT-PCR se baseia em um conjunto de etapas.

Contudo, é preciso elaborar todas as etapas de forma que respeitem as suas especificidades, de acordo com cada unidade genética de manuseio. Segundo os protocolos, na primeira etapa se isola e caracteriza o RNA.

E isso é importante porque o isolamento é a preparação do RNA, uma vez que a degradação da fita pode gerar variáveis no final. Então, assim que se isola o RNA, a enzima transcriptase reversa utiliza em trecho iniciador, feito de DNA simples.

E esse trecho procura se parear à molécula de RNA, para que se inicie o alongamento da fita de cDNA e a sua amplificação. O DNA de fita simples se chama primer, onde pode se usar um diferente a depender do tipo e finalidade do exame. Dentre os mais conhecidos, podemos citar:

  • Poli T: pareia-se com o trecho na extremidade 3 do RNA mensageiro que, nos eucariotos, é uma cauda poli A;
  • Primers randômicos: são aqueles que se pareiam de forma aleatória, em qualquer trecho da sequência de RNA mensageiro, ribossomoais e outros transportadores;
  • Primers específicos: aqueles que devem ser usados apenas para situações de sequência de interesse.

Qual a função dos primers?

Cada um dos primers voltados ao exame RT PCR tem as suas vantagens e desvantagens. No entanto, todo o resultado tem influência do tipo de RNA de interesse e seu estado de conservação. Afinal de contas, o RNA é uma molécula que se degrada muito facilmente.

Uma das vantagens do primer poli T é que ele sofre hibridização. Os randômicos, por sua vez, têm uma sequência aleatória e que varia muito, já que seus nucleotídeos são constituídos por combinações de todas as quatro bases nitrogenadas.

Então, se compararmos os dois, os randômicos têm uma vantagem por serem de alto rendimento, já que são usados, em especial, quando a expressão de um gene é limitada. 

Como devem ser os materiais para o exame?

Outra coisa da qual não podemos deixar de falar a respeito do test RT PCR diz respeito aos materiais. Esse é um tópico importante porque esse é um exame sensível e, caso alguma coisa não siga as devidas normas, pode haver alteração no resultado.

O fato de o PCR ser um teste mais sensível, específico e com baixo risco de contaminação, faz dele uma ótima alternativa aos demais métodos mais tradicionais. No entanto, para garantir tamanhos benefícios, deve-se usar os materiais corretos.

A obtenção de resultados confiáveis tem direta ligação com os materiais e equipamentos usados, com propriedades óticas específicas, as quais não devem interferir na emissão ou leitura de fluorescência. Afinal, caso ocorra, é capaz de inviabilizar ou ocasionar em um resultado errado.

Limitações do RT PCR

É claro que o exame de RT PCR se tornou essencial para tratar os pacientes, e isso é um fato indiscutível. No entanto, não podemos deixar de falar que esse teste possui algumas limitações, o que é algo comum. Afinal de contas, nada nunca vai ser perfeito.

No entanto, ter esse conhecimento é interessante. Por se tratar de um exame complexo, ele precisa ser feito em um laboratório. Afinal de contas, como você pôde notar no tópico anterior, é preciso ter alguns equipamentos específicos e um pessoal mais capacitado.

Fora isso, o RT PCR tem o poder de identificar apenas casos de infecção ativa pelo vírus, ou seja, não é útil para casos prévios, por exemplo. Então, isso faz com que o exame não possa ser feito por todos os pacientes.

Ademais, se formos comparar com exames que detectam anticorpos, o RT PCR tem um valor um pouco maior, além de sua disponibilidade ser menor. Outra limitação que não podemos deixar de falar é em relação ao resultado, que pode chegar a demorar alguns dias.

Em suma, isso quer dizer que se deve notificar os casos a partir do momento em que há a suspeita e, já nessa etapa, o paciente deve seguir uma série de protocolos, mesmo que nem sempre esteja de fato com COVID.

RT PCR quando fazer?

Outra dúvida bem comum da grande maioria das pessoas é sobre quando fazer o RT PCR, o que é bem pertinente ao assunto. Mas, antes de tudo, não podemos deixar de relembrar que esse teste pode ser feito para outras situações que não apenas o COVID.

Então, o médico pode indicar que você faça esse exame mesmo que você não esteja tendo nenhum dos sintomas típicos da COVID, por exemplo. Então, nesses casos específicos, deve-se recorrer a esse exame todas aquelas pessoas cujo médico solicitou.

Agora, em relação ao RT PCR para COVID, ele é ideal para confirmar se, de fato, uma pessoa contraiu o vírus. Como falamos no tópico acima, uma das limitações do teste é o fato de não servir para casos prévios. Ou seja, isso quer dizer que a pessoa deve fazer esse exame sempre que tiver sintomas semelhantes.

Em suma, isso quer dizer que, se você apresentar os principais sintomas da COVID, esse exame é o mais indicado para confirmar se você contraiu ou não o vírus. O teste não é feito apenas por pessoas da qual já se tem a certeza, mas muito pelo contrário.

Então, em condições ideais, todas as pessoas que têm algum sintoma respiratório ligados a suspeita da covid-19 devem ser testadas. Alguns exemplos de casos que requerem o teste são:

  • Pessoas vindas de unidades sentinelas de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave;
  • Vindos ou nativos de população indígena aldeada;
  • Pessoas em privação de liberdade com sintomas;
  • Profissionais de saúde com sintomas;
  • Profissionais de segurança pública com sintomas;
  • Pessoas que vem de surtos de síndrome gripal em locais fechados;
  • Vindos de óbitos suspeitos de COVID;
  • Vindos de síndrome respiratória aguda grave hospitalizado.

O que mais preciso saber sobre o RT PCR?

No entanto, em relação ao PCR RT quando fazer, há outro detalhe do qual você deve ficar atento. Por se tratar de um teste que detecta o material genético do vírus, há uma necessidade de que ele esteja presente no material testado durante a coleta.

Ou seja, isso quer dizer que o RT PCR deve ser feito, de preferência, entre o 3° e 4° dia da doença. O tempo máximo é de até 10. Do contrário, caso passe esses dias, o vírus não irá constar no material coletado e, como consequência, o resultado não será preciso.

Então, quanto mais tempo você demora para fazer o RT PCR, maiores são as chances de ele ser impreciso. Em contrapartida, quanto antes o fizer, mais confiável o teste será. Contudo, caso já tenha passado o tempo indicado, é preciso recorrer a um teste que detecta anticorpos.

Como entender o resultado de um exame RT PCR?

Outra dúvida comum de pessoas que passaram por esse exame diz respeito à dificuldade de entender os termos que constam no laudo. E isso é compreensível, uma vez que se usa uma linguagem mais técnica, para que os facilitar com que os profissionais entendam.

No entanto, de certa forma, isso pode distanciar um pouco os pacientes de entender o próprio exame. E, assim, não se consegue saber se o resultado do RT PCR positivo ou não. Por isso, você deve saber que, em um teste de diagnóstico por RT PCR, mede-se a quantidade de um alvo genético principal.

Ou seja, é ele quem indica o trecho do material genético do vírus que está sendo identificado no exame. Então, para que o diagnóstico da doença seja positivo, é preciso ter 95% de acurácia. E, ao final de cada reação, é gerada uma curva, onde se calcula a quantidade do alvo genético.

Através desse gráfico, traça-se uma linha horizontal no nível de iniciação da fase exponencial da amplificação gênica. É essa linha que indica o limiar da detecção, a qual é conhecida pelo nome “threshold”.

Dessa forma, ao cruzar o threshold com a linha de amplificação, é possível definir o número de ciclos de maneira precisa para amplificação da sequência gênica-alvo, a qual permite a quantificação relativa do DNA de cada amostra.

Teste RT PCR como funciona?

Para saber mais a respeito do teste RT PCR como é feito, é essencial que você saiba que há mais de um tipo de técnica usada, onde cada uma é mais indicada para um propósito mais específico. Há alguns testes cujo tempo de espera é menor.

Já outros, além de a espera para o resultado ser maior, o tipo de coleta pode ser diferente. Sendo assim, para que você entenda melhor sobre esse assunto, nos tópicos abaixo iremos falar um pouco mais sobre os tipos de testes para COVID, bem como eles funcionam.

RT PCR swab nasal

O RT PCR swab é, possivelmente, o mais conhecido, mas não de uma forma muito positiva. Afinal de contas, para que esse teste possa ser feito, é preciso colher amostra do paciente colocando um cotonete no fundo do nariz e da garganta.

Sem dúvidas, o swab RT PCR é o que as pessoas têm mais receio. Contudo, é algo necessário e feito com o máximo de cuidado possível, para não machucar. Durante o procedimento, o paciente sente apenas um certo desconforto, mas nada mais que isso.

Ademais, não podemos deixar de falar que se usa cotonete estéril. Através dele, se coleta o material genético do vírus em amostras por swab nasofaríngeo. No entanto, nesse caso, ele pode ser encontrado em duas versões.

A mais comum, a convencional, tem um prazo de realização de pelo menos 24 horas. Agora, a versão Point Of Care Testing (POCT) tem o prazo de poucas horas.

Teste-rápido

Também chamado de RT PCR antígeno, tem um procedimento bem parecido com o anterior. Também é uma opção rápida para detectar o vírus COVID-19 ainda na sua fase inicial, o que é ainda mais interessante. Ademais, ele tem eficácia de 97,6%.

Além disso, as pessoas se referem ao teste como teste rápido uma vez que é possível obter o resultado em até 15 minutos. E isso acontece porque, através dele, detecta-se a proteína do núcleo capsídeo viral do SARS-CoV-2 na fase ativa.

Então, caso se identifique a proteína, quer dizer que o paciente está infectado. Contudo, ele é um teste para detectar o vírus na sua fase ativa. Sendo assim, ele é mais assertivo entre o 1° e 7° dia de contágio e, portanto, quanto antes fizer esse teste, mais ele é preciso.

Para fazer esse teste, também se coleta uma amostra da nasofaringe através de hastes flexíveis (cotonete). Indica-se esse teste rápido para:

  • Pacientes que começaram a ter sintomas da covid;
  • Pessoas que, há poucos dias, estiveram em ambientes de maior exposição;
  • Pessoas que têm contato direto com grupos de risco;
  • Pacientes que entraram em contato com algum indivíduo confirmado.

RT- PCR Express

O teste PCR Express não é tão diferente do tradicional, uma vez que ambos detectam o RNA do vírus da COVID ativo no organismo do paciente. No entanto, a grande diferença está no equipamento usado para detectar a doença.

E é por conta desse detalhe que o RT PCR express é mais ágil. Em suma, trata-se da mesma técnica, difere apenas no tempo para obter o resultado. Fora isso, ele é indicado para quem vai viajar, por exemplo, ou pessoas com sintomas iniciais da doença.

Para que o teste possa ser feito, é preciso coletar uma amostra de material do paciente, também através de swabs, os famosos cotonetes, pelo nariz. No entanto, para maior precisão, ele deve ser feito entre o 3° e 7° dia da doença. Por isso, indica-se esse teste nos seguintes casos:

  • Pacientes com febre;
  • Pessoas com sintomas de respiratórios, como tosse ou dificuldade em respirar;
  • Casos que precisam de urgência em ter o resultado.

Inclusive, esse é o teste RT PCR para viagem internacional, uma vez que seu resultado é mais ágil. Esse é o principal exame para diagnóstico da fase aguda da doença.

RT- PCR

É basicamente a mesma coisa dos demais testes que falamos até aqui, com a diferença dos materiais que são usados. Ou seja, o RT PCR é feito a partir de amostras que se coletam no trato respiratório inferior ou superior. Então, para esse caso, existe a necessidade de introduzir o cotonete nas narinas.

Essa coleta é feita a partir do swab, que é o nome técnico. Vale lembrar que é um cotonete longo e estéril. No entanto, além de aplicar na região nasal, também o faz na faringe, que é a região da garganta, logo atrás do nariz e boca.

Contudo, em alguns casos bem mais específicos, o RT PCR pode ser feito com a lavagem broncoalveolar. Ou seja, é quando se faz lá dentro do pulmão, mas não é tão comum de se ver. Nesse caso, o resultado RT PCR tempo é de até 30 horas.

Sorologia (IGg/IGm)

Esse é famoso por ser o teste RT PCR farmácia, postos de saúde ou clínicas, por exemplo. E isso acontece porque ele é bem mais simples de se fazer. Esse exame tem por intuito ajudar no diagnóstico de doenças através da detecção de anticorpos.

Ou seja, é uma tentativa de ativar a resposta imunológica, o que indica se uma pessoa já teve contato com o antígeno ou está em um estágio específico de infecção. Alguns testes podem sair em até 25 minutos, enquanto outros demandam 10 horas, por exemplo.

O RT PCR antígeno, diferente dos demais, é colhido pelo sangue. Ou seja, antes de qualquer coisa, é preciso extrair o sangue do paciente com uma agulha. Em seguida, esse sangue é realocado para um frasco esterilizado.

Contudo, indica-se esse teste apenas a partir do 14° dia de início dos sintomas ou se suspeita que já teve o contato com o vírus há mais de 14 dias. Do contrário, o resultado do teste pode ser um pouco mais impreciso.

Anticorpos neutralizantes

Um anticorpo neutralizante é aquele capaz de bloquear a entrada do vírus nas células e, por isso, é uma ótima opção para aqueles que querem saber se já foram expostos ao Covid e quais são os níveis de anticorpos que o seu organismo desenvolveu.

E, por essa razão, esse exame é indicado para pessoas que já tomaram as doses da vacina, mas querem saber a quantidade de anticorpos. Trata-se de uma coleta bem simples, mas deve ser feita por pessoas que foram expostas ao vírus há mais de 21 dias.

Afinal de contas, nesse teste, o objetivo é averiguar se há presença de anticorpos e, para que isso ocorra, a pessoa já deve ter ou tomado a vacina, ou já ter se curado da doença, por exemplo. Esse exame já foi aprovado pela Anvisa e pela Dasa. Portanto, ele é confiável.

Caso a pessoa tenha anticorpos, isso quer dizer que o organismo é capaz de evitar que o vírus se replique. No entanto, a grande questão a respeito desse assunto é que ainda não se sabe qual é o nível de antivírus necessário para que a pessoa não adoeça.

Ademais, para que esse exame possa ser feito, é necessário fazer apenas uma coleta de sangue. Feito isso, ela é transportada para um laboratório. Lá, se usa um reagente que imita a estrutura do receptor que o vírus usa para se ligar na célula humana.

Então, através desse teste, é possível analisar de forma mais específica se há alguma presença de anticorpos neutralizantes e, se sim, a sua quantidade. É um exame um tanto quanto simples, mas de grande interesse para aqueles que querem saber o nível de imunização após a vacina.

Qual é valor do teste para COVID?

Como você pôde notar, há mais de um teste de Covid e, por isso, não há como estipular um valor único para todos eles. Cada um tem um valor específico, além de que cada um tempo de resultado único. Abaixo, iremos mostrar a tabela:

  • Teste rápido-antígeno Swab (cotonete), por 129,90 com resultado na hora e o laudo para impressão em até 1 hora;
  • Teste rápido-antígeno, para viagem por 170,00 com resultado em até 3 horas, a partir da chegada no laboratório;
  • RT- PCR Express, por 360,00, com resultado em até 12 horas, a partir da chegada da amostra no laboratório. Coletada por cotonete;
  • RT- PCR, por 270,00 com resultado em até 30 horas úteis a partir da chegada da amostra no laboratório. Coletada por cotonete;
  • Sorologia (IGg/IGm), por 180,00 com resultado em até 10 horas. Coletada pelo sangue;
  • Anticorpos neutralizantes (Pós Vacina), por 249,00 com resultado em até 10 horas. Coletada pelo sangue.

Na Exames Domiciliar fazemos todos os testes, garantindo toda a segurança e precisão em todos os resultados. Fora isso, ainda oferecemos a comodidade de fazer todo o procedimento na sua casa, basta apenas marcar o dia e horário mais adequado.

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